Trabalhos recentes sugerem duas classes de odores na axila: ácidos graxos de cadeia curta, e.g. ácido isovalérico, e os esteroides andrógenos, especialmente o 5-alfa-androstenol e 5-alfa-androstenona (4). Foi encontrada uma correlação entre a composição da flora das axilas e a natureza do odor produzido: Onde a população microbiana axilar é dominada por bactérias corineformes (difteroides lipófilos) o cheiro acre (cheiro azedo; forte e penetrante) das delta-16 esteróides é aparente, enquanto que, se a axilar população é dominada por tais micrococos como Staphylococcus epidermidis, o odor a ácido isovalérico (parecido com vinagre) prevalece odor axilar .
Essas bactérias(Corynebacterium mucifaciens DMMZ 2278). Foram encontradas também as espécies Corynebacterium afermentan, Corynebacterium amycolatum, Corynebacterium genitalium, Corynebacterium riegelii e Corynebacterium striatum) , produzem o odor do tipo apócrino que é relacionado à produção de moléculas de mau odor como tioalcoóis (são compostos orgânicos contendo como heteroátomo o enxofre substituindo o oxigênio, ex.: álcool (função oxigenada):tio-álcool:
R-OH R-SH )e/ou Ácidos Graxos Voláteis (VGAs) de cadeia média (C6-C10) (James et al., 2013). Segundo um estudo suíço ( http://chemse.oxfordjournals.org/content/34/3/203.short ), classificaram o odor masculino como queijo podre e o feminino como cebola, já disse tudo anteriormente, mas vale ver esse estudo. Recapitulando:
- Staphylococcus coagluase negativa( S.epidermidis e S. haemolyticus) e Micrococcus: odor ácido fraco, ácido isovalérico ácidos graxos de cadeia média e curta;
utilizam o suor apócrino sem esteroides;
- Corynebacterium spp: odor acre(dicionário Barsa de minha casa rsrs), cheiro acre(azedo; forte e penetrante), similiar à queijo estragado, considerado o odor pungente da puberdade!
Utilizam esteroides ferormônios presentes no suor apócrino, como 5-alfa-androstenol e 5-alfa-androstenona, por meio de enzimas que os tornam acessíveis para si. É importante salientar também que tioalcoóis, também influenciam no odor apócrino, principalmente relacionados à bactérias do gênero Corynebacteirum, em vista disso alimentos ricos em enxofre como cebola, pode AGRAVAR a produlção de odor axilar característico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- J.N.Labows, K.J.McGinley, and A.M. Kligman, Perspectives on axillary odor, J. Socie. Come. Chem., 34, 193-202 (1982);
- P.J.H. Jackman and W.C.Noble, Normal axillary skin microflora in various populations, Clin, Exp, Dermato., 8, 259-268 (1983);
- James AG, Austin CJ, Cox DS, Taylor D & Calvert R (2013) Microbiological and biochemical origins of human axillary odour. FEMS Microbiol. Ecol. 83, 527–540;
- Taylor D, Daulby A, Grimshaw S, James G, Mercer J & Vaziri S (2003) Characterization of the microflora of the human axilla. Int J Cosmet Sci 25: 137–145.;
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Tio_compostos;
- http://chemse.oxfordjournals.org/content/34/3/203.short;
- SARDELLA, Antônio. Curso de química: Química geral, São Paulo – SP: Editora Ática, 2002. 25ª Edição, 2ª impressão. 448 págs.
- http://ube-167.pop.com.br/repositorio/4488/meusite/organica/tiocompostos.htm ;
- http://www.scribd.com/doc/7028079/11Tiocompostos (acesso em 21/03/2010);
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