Axillary malodor production: A new mechanism
(Tradução)
C.Froebe, A. SImone, A. Charig, and E. Eigen
Colgate-Palmolive, May 15, 1990
odor axilar, como é formado (clicque para download)
Olá, vamos falar de outros fatores que podem influenciar no odor, que não seja somente o suor apócrino. Eigen propõe que para a geração de mau cheiro axilar de esteróides tem sido explorada de trabalhos anteriores indicaram que o odor axilar é, em grande parte devido aos esteróides 16,5 alpha-androstene-3 beta-ol( ANDROSTENOL) ; e 16,5 alpha androsten-3 one (ANDROSTENONE).
Pois é, esses substâncias consideradas como ferormônios (Spearman, Richard Ian Campbel),são encontradas nas secreção apócrina também, de homens em sua maioria e de mulheres também, conforme os estudos apontam.
O que acontece com essas substâncias é que não são solúveis em água, e para serem transportadas precisam de u transportador( redundante kkk), no caso glucoronato e sulfatos. Uma vez que eles não são tipicamente solúveis em água, os esteróides são normalmente transportados em corpo fluidos como seus conjugados solúveis em água ou com sulfato de ácido glucurónico (14). Estas substâncias se ligam aos esteroides, desta forma bactérias do gênero Corynebacterium não conseguem utilizá-las como alimento e assim produzir substâncias odoríferas, no entanto essas bactérias produzem enzimas hidrolíticas capazes de separar os esteres dessas substâncias glucoronatos e sulfatos, as enzimas são: a e aril sulfatase beta-glucuronidase, desta forma as Corynebacterium spp utilizam os esteroides coo alimento e produzem odor.
Eu vou deixar o link com o artigo completo, lá verão melhor essas imagens.
Pois bem, o que propuseram os autores desse estudo, era testar os inibidores destas enzimas a Beta-G e Aryl-S. Para tal, precisaram recolher o suor apócrino de uma amostra de indivíduos, e remetê-los à saborosa comida de suor apócrino.:” Secreção apócrina foi obtido a partir de hera Research Labs (Filadélfia, PA). O fluido foi recolhido de acordo com o método descrito por Labows et al. (10). Foram utilizados onze indivíduos. A área axilar foi rapada, lavados com uma solução a 0,1% de Triton X-100, lavados com água, secos com papel absorvente, em seguida, lavado com hexano. Uma injecção intradérmica de 0,1 ml de 1: 2000 ADRENALINA (Wilke et al.), foi realizada para estimular as glândulas apócrinos. Pipetas (10 microlitros) foram colocados diretamente sobre a pele para coletar as gotas de secreção de glândulas apócrinas. As amostras foram congeladas até estarem prontas para uso .Samples foram eluídas a partir dos tubos capilares com tampão Tris 0,1 M, pH 7,0, para utilização em estudos de odor-gerações. Culturas difteróide lipofílicos foram fornecidos pelo Dr. John Labows no Monell Chemical Senses Center (Philadelphia, PA); “
Como resultado os melhores inibidores de enzimas Beta G e Aryl S, foram íons Zinco( Zn++) e íons Cobre (Cu++), o tal EDTA foi um fraco e quase ineficiente inibidor( está presente em alguns desodorantes).
AQUI ESTÁ UMA TABELA ONDE MOSTRA QUE OS ODOR PRODUZIDO NO ESTUDO FOI JULGADO POR UMA EQUIPE DE 5 PESSOAS, DENTRE ELAS UM PERFUMISTA PROFISSIONAL.
1) Suor apócrino( sem nada): cheiro almiscarado fraco;
2)Suor apócrino+ enzima Beta G (produzida por Corinebacterium spp): cheiro forte, almiscarado, suado;
3)Suor apócrino + enzima Aryl S: moderado odor, almiscarado, suado;
4)Bactérias S. coagulase negativas( epidermidis e hominis e Micrococcus( sem suor apócrino): fraco a moderado malodor;
5)Suor apócrino + S.C.negativa e Micrococcus: forte odor, almiscarado, suado;
6) S.C.negativos e Micrococcus+ Corynebacterium( sem suor apócrino): moderado mal odor;
7)Todas as bactérias causadoras de odor+ suor apócrino:
GAME OVER! fortíssimo mal odor;
TESTES USANDO O INBIDOR ENZIMÁTICO GLICINATO DE ZINCO( ZnGLY)
ou seja, o ZnGLY pode “mascarar” o odor formado pelas Corynebactérias por meio da inibição parcial ou total das enzimas Beta G e Aryl S, quanto às outras bactérias que utilizam o suor apócrino( proteínas e ácidos graxos, mas NÃO os esteroides), de NADA adianta o inibidor enzimático ZnGLY.
Recapitulando:
O que se nota aqui é que o suor apócrino é constituído também de esteroides como androstenol e androstenone ( ferormônios) e que estes inicialmente não podem ser usados pelas bactérias Coryneformes( as Staphylococcus e Micrococcus usam), então elas lançam mão de enzimas que fazem com que esses ferormônios sejam acessíveis de certa forma à elas, produzindo compostos odoríferos como resultado de sua assimilação. Aqui também foi mostrado como o Zinco Glicina( sofrendo hidrólise libera íons Zn++) são os melhores inibidores destas enzimas, podendo impedir que UM desse tipo de odor seja formado. No caso das Staphylococcus e Micrococcus, não utilizam os esteroides como alimento, porém usam o suor apócrino composto de lipídios e proteínas, produzindo mal odor não controlável pelos inibidores enzimáticos como o Zinco, certo?
Foi Mostrado também que se você tiver uma grande densidade de Micrococcus e Staphylococcus Coagulase negativa+ Coryneformes na sua microbiota residente axilar
você está ferrado, só isso implica em ODOR, mesmo sem suor apócrino, como apontam os estudos e testes julgados por uma equipe de 5 profissionais, inclusive um perfumista profissional. Na verdade a presença de bactérias por si só já formam odor, dá para imaginar o porquê da tal da simpatectomia torácica ( que zera o suor axilar) NÃO RESOLVER A BROMIDROSE!
Pois bem, talvez o uso de Glicinato ou Quelato de Zinco( sofrem hidrólise fácil em meio aquoso, liberando cátions Zn++), podem ser uma alternativa à produção do odor causado pelos esteroides por meio da degradação das Corynebacterium, quanto ao odor de azedo, ácido isovalérico, caracterizado pela presença e degradação do suor apócrino sem esteroides, produzidas pelas Staphylococcus Coagulase negativas e Micrococcus, INDEPENDE do uso de inibidores enzimáticos, visto que estes não usam esteroides como alimento.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- C.Froebe, A. SImone, A. Charig, and E. Eigen, Axillary malodor production: A new mechanism , Colgate-Palmolive, May 15, 1990 ;
- Spearman, Richard Ian Campbell (1973). O Integument: Um Manual para a biologia da pele .Estrutura e função biológica Books 3 . Arquivo CUP. p. 137. ISBN 9780521200486 .
- Wilke et al. 2007 , p. 171









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